domingo, 16 de maio de 2010

Micro-satélite japonês tuita do espaço


Micro-satélite japonês tuita do espaço

terça-feira, 9 de março de 2010

Brasil ganha prêmios


JC e-mail 3964, de 09 de Março de 2010.

5. Brasil ganha prêmios por participação no Ano Internacional da Astronomia 2009

Evento mundial, que fez parte da Semana Nacional de C&T no ano passado, premiou iniciativas nacionais

O programa "Noites Galileanas" (Galilean Nights) foi realizado de 22 a 24 de outubro de 2009, em todo o mundo, para comemorar as observações telescópicas efetuadas por Galileu Galilei há 400 anos.

O Brasil ganhou três dos seis prêmios concedidos pelo programa, e duas das 12 menções honrosas. Confira:

- Categoria "Maior número de eventos registrados por um único grupo"

Vencedor: Centro de Estudos Astronômicos de Alagoas (CEAAL), com 29 eventos

Menção Honrosa: Universidade Federal de Alfenas - campus Poços de Caldas, com 11 eventos

- Categoria "Maior número de público em um único evento"

Vencedor: "Exposição de Telescópios", pelo Clube de Astronomia de Brasília, com mais de 16.500 pessoas

Menção Honrosa: "Paisagens Cósmicas", pelo Centro de Estudos Astronômicos de Alagoas, com 15 mil visitantes

- Categoria "Divulgação na comunidade"

Vencedor: Centro de Estudos Astronômicos de Alagoas, que percorreu cinco cidades

A lista completa de vencedores está em:
http://www.astronomy2009.org/news/updates/829/

terça-feira, 2 de março de 2010

CLA - Centro de Lançamento de Alcântara


Solenidade marca 27 anos do Centro de Lançamento de Alcântara
Fonte: Imirante
02-03-2010


O evento ocorre no Salão Nobre do Centro Técnico do CLA, na manhã desta segunda-feira.

SÃO LUÍS - Um evento, na manhã de hoje (1º), marca o 27º aniversário de instalação do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), comemorado nesta segunda-feira. A solenidade ocorre no Salão Nobre do Centro Técnico do CLA. Na ocasião, um culto ecumênico de ação de graças vai ser realizado. O vice-reitor da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Antonio Oliveira, participa do evento.

Concebido no início da década de 1980, como um dos três segmentos da Missão Espacial Completa Brasileira (MECB), o CLA foi instalado em uma área de 620 km², situado a 408 km de São Luís. O objetivo inicial era permitir o lançamento, a partir do território brasileiro, de um satélite nacional, levado por um foguete também desenvolvido e produzido no país. A primeira operação de lançamento no CLA ocorreu em dezembro de 1989, na "Operação Pioneira", onde foram lançados quinze foguetes SBAT-70 e 2 SBAT-152.

O CLA foi o segundo centro de lançamento de foguetes instalado no país. O primeiro foi o Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), localizado em Parnamirim (RN). Devido ao crescimento urbano nos arredores do CLBI, que não permitiram ampliações do centro de lançamento, o CLA foi concebido, a partir do Decreto Federal nº 88.136/83, para realizar missões de lançamentos de satélites e sediar testes do Veículo Lançador de Satélites (VLS). Sua posição estratégica - a 2°18 de latitude ao sul, bem próximo à linha do Equador - permitem lançamentos de foguetes com baixo consumo de combustível.

Em outubro de 2003, a assinatura de um tratado de cooperação entre o Brasil e a Ucrânia iniciou os preparativos para o lançamento do Cyclone-4, veículo espacial ucraniano, no CLA. Da parceria entre os dois países, foi criada a empresa binacional Alcântara Cyclone Space (ACS), responsável pela comercialização e operação de serviços de lançamento no Maranhão.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Volta à Lua


JC e-mail 3941, de 01 de Fevereiro de 2010.

22. Orçamento de Obama para 2011 deve engavetar planos de voltar à Lua

Nasa deverá usar seus recursos para incentivar empresas privadas a desenvolverem mais projetos de levarem humanos à órbita terrestre

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, irá revelar nesta segunda-feira (1/2) sua proposta de orçamento para 2011. O plano, cujo principal objetivo será cortar gastos públicos e gerar empregos, deve engavetar o projeto americano de voltar à Lua até 2020.

O novo orçamento de Obama deve custar aos cofres públicos americanos US$ 3,8 trilhões (R$ 7,1 trilhões).

Para atingir seu grande desafio de reduzir o déficit público do país, que chegou à marca recorde de US$ 1,4 trilhão (R$ 2,6 trilhões), o plano deve cortar US$ 250 bilhões (R$ 468,5 bilhões) de gastos previstos anteriormente. Ao mesmo tempo, ele terá de estimular a geração de vagas de trabalho já que a taxa de desemprego no país chegou a 10%.

Uma das vítimas da nova proposta deve ser o plano da Nasa, agência espacial americana, de voltar à Lua até 2020. O projeto Constellation, que inclui a produção de dois novos foguetes espaciais, Ares-1 e Ares-5, e uma nova nave tripulada chamada Orion, foi lançado pelo ex-presidente George W. Bush em 2004.

Pelas novas diretrizes a serem propostas por Obama, a Nasa deverá usar seus recursos para incentivar empresas privadas a desenvolverem mais projetos de levarem humanos à órbita terrestre.

"Em um momento em que a criação de empregos é a principal prioridade da nossa nação, um programa de tripulação comercial vai criar mais empregos por dólar, porque gerará milhões em investimento privado e utilizará o potencial dos sistemas que atentem tanto ao governo quanto à iniciativa privada", analisou Bretton Alexander, presidente da Federação de Vôos Espaciais Comerciais dos Estados Unidos.

Na semana passada, em discurso ao Congresso americano, Obama qualificou a geração de emprego como sua prioridade número um.

"As pessoas estão sem trabalho. Elas estão sofrendo. Elas precisam de nossa ajuda. E eu quero um projeto para gerar empregos na minha mesa sem demora (...) Empregos devem ser nosso foco número um em 2010", declarou.

Com esse objetivo de reduzir o desemprego, além de alterar o foco da Nasa, o presidente deve estimular gastos em tecnologias verdes, cujo objetivo é preservar o meio ambiente, e aumentar os recursos destinados aos setores de educação e defesa.

O projeto de orçamento de Obama, que começa a valer em outubro deste ano, precisa ainda ser aprovado pelo Congresso americano.
(BBC Brasil, 1/2)

sábado, 9 de janeiro de 2010

Dia do Astronauta



09/01 comemora-se o dia do Astronauta, que é o indivíduo que navega no espaço fazendo pesquisas e testes e colhendo material para outros pesquisadores. Esta comemoração é de origem americana, pois em 9 de janeiro de 1793, o francês Jean-Pierre Blanchard realizou o primeiro vôo de balão da América do Norte. A data ficou considerada um marco na conquista do espaço.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Troca de satélite pode prejudicar Brasil



JC e-mail 3922, de 05 de Janeiro de 2010.
8. Troca de satélite pode prejudicar previsões do tempo no Brasil

Novo equipamento monitora o país com menos frequência e ainda há risco de ser usado só para Hemisfério Norte
Meteorologistas brasileiros terão de se preocupar também com o clima do Hemisfério Norte em 2010. Caso haja eventos extremos por lá, a previsão do tempo no Brasil poderá ser prejudicada, com impactos sobre a aviação civil, agricultura e o monitoramento de tempestades.

O satélite americano do qual o país dependia para esse serviço, o Goes 10, foi desativado no início de dezembro. Ele produzia imagens da América do Sul a cada 15 minutos. Seu substituto imediato, o Goes 12, continua a fornecer imagens do continente, mas com uma frequência menor - a cada 30 minutos.

Até aí tudo bem. Os 15 minutos a mais não alteram a confiabilidade da previsão do tempo no país, segundo o chefe da Divisão de Satélites do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Carlos Frederico de Angelis.

O problema é quando houver condições meteorológicas extremas no Hemisfério Norte - situação frequente no verão e na primavera, quando ocorrem as temporadas de furacões e tornados nos Estados Unidos. Nesse caso, os "olhos" do Goes 12 poderão ser direcionados para lá, deixando o Brasil "às cegas" por períodos de até três horas. "Aí começamos a ter problemas, pois, com essa periodicidade, não conseguimos fazer previsões de curto prazo (para períodos menores do que três horas)", explica de Angelis.

Isso pode ser um problema para a previsão e o monitoramento de tempestades que se formam e se deslocam rapidamente, como as pancadas de chuva que vêm causando desastres no Rio e em São Paulo nas últimas semanas.

"É um pouco complicado, pois há nuvens que se formam e desaparecem em questão de uma hora, e não teremos registro delas", diz o coordenador geral de Agrometeorologia do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Alaor Moacyr Dall"Antonia Junior.

A segurança na aviação também poderia ser comprometida, com uma diminuição na precisão das previsões meteorológicas para planejamento de voos. Na agricultura, o Inpe ficaria impossibilitado, por exemplo, de calcular o acumulado de chuva para um determinado dia com base em imagens de satélite - uma informação crucial para o manejo das lavouras. "Com imagens a cada três horas, o erro torna-se muito grande. O cálculo deixa de ser confiável", explica de Angelis.

Dependência

Os satélites Goes (Geostationary Operational Environmental Satellite) pertencem à NOAA, a agência federal americana que monitora os oceanos e a atmosfera. São aparelhos geoestacionários, o que significa que ficam posicionados sempre sobre um mesmo ponto do Equador, enquanto suas câmeras escaneiam a superfície.

O Goes 10 olhava só para o Sul e levava 15 minutos para escanear todo o hemisfério. O Goes 12 olha para o Sul e para o Norte, por isso leva o dobro do tempo para produzir as imagens de cada continente.

Os dados são fornecidos gratuitamente aos países da América do Sul por um acordo com a Organização Mundial de Meteorologia. O problema é que, pelo acordo, a NOAA tem obrigação de prover imagens a cada 3 horas, mas não menos do que isso.

O Goes 10 foi desativado em 1º de dezembro, após 12 anos de serviço, e imediatamente substituído pelo Goes 12. A agência americana mantém sempre três satélites em órbita: um para o leste dos Estados Unidos, outro para o oeste e um terceiro, de reserva, caso haja problemas com os outros dois.

O satélite mais novo da série, o Goes 14, foi lançado em junho do ano passado e está passando por um período de comissionamento. Segundo Dall"Antonia, do Inmet, uma vez que esse processo seja concluído, o Goes 14 deverá assumir a função do Goes 12 para o Hemisfério Norte, e o Goes 12 passará a se dedicar exclusivamente à América do Sul, como fazia o Goes 10. A expectativa é que isso ocorra em junho deste ano.

Até lá, Dall"Antonia garante que "o Brasil não ficará descoberto", pois pode ainda recorrer ao satélite europeu Meteosat, que fornece imagens a cada 15 minutos. De Angelis, do Inpe, porém, faz a ressalva de que "a única região de boa confiança para o Meteosat é o Nordeste", por causa da posição do satélite (que fica na interseção de Greenwich com o Equador, sobre a costa da África).

(Herton Escobar)

(O Estado de SP, 5/1)

terça-feira, 5 de janeiro de 2010