quinta-feira, 21 de julho de 2016

Plutão e suas novidades


Um ano depois | As 10 maiores descobertas da New Horizons em Plutão

Vamos mostrar o que a NASA já descobriu sobre o planeta-anão

Onde você estava no dia 14 de julho de 2015?

Plutão e sua atmosfera azul (Foto: Divulgação)Plutão e sua atmosfera azul (Foto: Divulgação)

A três bilhões de milhas da Terra, a sonda New Horizons da NASA, movendo-se a uma velocidade que a faria ir de Nova York a Los Angeles, em cerca de quatro minutos, estava apontando câmeras, espectrômetros, e outros sensores para Plutão e suas luas - mundos distantes que a humanidade nunca tinha visto de perto - tirando as centenas de fotografias e outros dados que mudariam para sempre a nossa visão do Sistema Solar exterior.

"A New Horizons não apenas concluiu esse primeiro reconhecimento dos planetas, a missão tem intrigado e inspirado. Quem diria que Plutão teria um coração?" Disse o Diretor de Ciência Planetária Jim Green, da NASA. "Ainda hoje, a New Horizons captura nossa imaginação, reacende a nossa curiosidade, e nos lembra o que é possível."

Dizer que New Horizons sacudiu os alicerces da ciência planetária é um eufemismo. Descobertas já foram extraídas da lista das fotos e das leituras de ambiente não só em Plutão, mas dá dicas do que esperamos encontrar que os cientistas examinam outros mundos no Cinturão de Kuiper. O investigador científico Alan Stern, do Instituto de Pesquisa Southwest, em Boulder, Colorado, lista as descobertas mais surpreendentes da missão até Pluto (até agora):

• A complexidade de Plutão e seus satélites é muito maior do que esperávamos.
• O grau de atividade atual na superfície de Plutão e a juventude de alguns planos em Plutão é simplesmente espantosa.
• As taxas de fuga atmosférica são menores do que o previsto em todos os modelos já feitos.
• O enorme cinto tectônico equatorial de Charon aponta para o congelamento de um antigo oceano de água no passado distante. Outra evidência encontrada pela New Horizons indica que Pluto poderia muito bem ter um oceano de água congelada interna hoje.
• Todas as luas de Plutão, que podem ser datadas têm a mesma idade, dando margem a teoria de que eles foram formados juntos em uma única colisão entre Plutão e outro planeta no Cinturão de Kuiper há muito tempo.
• A calota polar vermelha e escura de Charon é sem precedentes no sistema solar e pode ser o resultado de gases atmosféricos que escaparam de Plutão e, em seguida, ficaram acumuldaos sobre a superfície de Caronte.
• A grande geleira de 1.000 quilômetros de largura em forma de coração composta por nitrogênio de Plutão (informalmente chamada Sputnik Planum) que a New Horizons descobriu é a maior geleira conhecida no sistema solar.
• Plutão mostra evidências de grandes mudanças na pressão atmosférica e, possivelmente, a presença passada de correntes líquidas ou água estagnada em sua superfície - algo que só pode visto em outros lugares na Terra, Marte e na lua de Saturno Titã em nosso sistema solar.
• A falta de satélites adicionais em Plutão, além dos que foram descobertos antes da New Horizons chegar foi uma surpresa inesperada.
• A atmosfera de Plutão é azul. Quem sabia?

"É estranho pensar que há apenas um ano, nós ainda não tínhamos ideia real de como era o sistema de Plutão", disse Hal Weaver, cientista da New Horizons. "Mas não demorou muito para nós percebermos que Plutão era algo especial, e nada do que jamais poderíamos ter esperado. Estamos surpreendidos pela beleza e complexidade de Plutão e suas luas e estamos animados sobre as descobertas ainda estão por vir".

A ova etapa da viagem da New Horizons (Foto: Divulgação)A ova etapa da viagem da New Horizons (Foto: Divulgação)

A New Horizons está agora há quase 480 milhões de quilômetros além de Plutão, acelerando para seu próximo destino mais fundo no Cinturão de Kuiper, após a aprovação da NASA de uma missão prolongada. Cerca de 80% dos dados armazenados nos gravadores da nave espacial já foram enviados para a Terra, a transmissão do restante será concluída em outubro.

O que mais te surpreendeu em Plutão?








Fonte:
http://syfy.globo.com/programas/radar-syfy/materias/um-ano-depois-as-10-maiores-descobertas-da-new-horizons-em-plutao.html

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Circuito integrado para nanossatélites desenvolvido no Brasil

Circuito integrado para nanossatélites desenvolvido no Brasil: Uma parceria entre o INPE e a UFRN resultou em um novo circuito para uso em nanossatélites de observação ambiental.

terça-feira, 14 de julho de 2015

Plutão a vista.



Ele é menor que nossa Lua e tem cinco satélites naturais.


Pesquisador do Observatório Nacional comenta missão da sonda New Horizons, que chega a Plutão nesta terça-feira

Nave norte-americana irá sobrevoar o planeta anão a uma distância de 12,5 mil quilômetros. Até hoje, nenhuma aeronave chegou tão perto de Plutão. A missão irá coletar imagens e informações do planeta mais distante do Sistema Solar.
por Ascom do MCTI
Publicação: 13/07/2015 | 13:52

Última modificação: 13/07/2015 | 21:30





Imagem capturada pela sonda New Horizons, da Nasa, no sábado. Nesta terça, ela chegará à menor distância registrada de Plutão.
Crédito: Nasa/JHUAPL/SWRI
A sonda New Horizons, da agência espacial norte-americana (Nasa), deverá sobrevoar a exatos 12,5 mil quilômetros (km) a superfície de Plutão, o planeta anão mais distante do Sistema Solar, nesta terça-feira (14), por volta das 8h49 (horário de Brasília). Pela primeira vez na história da exploração espacial, o ser humano levará uma sonda ao planeta localizado a aproximadamente 5 bilhões de km do Sol. Para se ter uma ideia, a distância média da Terra ao Sol é de 149.597.871 km. O objetivo da viagem, iniciada em 19 de janeiro de 2006, é trazer informações e imagens de Plutão.
O pesquisador do Observatório Nacional (ON), instituto de pesquisa vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Julio Camargo, afirma que os dados coletados pela New Horizons vão contribuir, significativamente, para avanços na pesquisa espacial, trazendo benefícios para investigação científica. "A missão permitirá conhecer Plutão com detalhes jamais obtidos e ajudará a entender um pouco melhor os ‘mundos' mais afastados do nosso Sol. Trata-se de uma região sobre a qual pairam muitas questões. É um grande feito científico e tecnológico", explica.
Segundo ele, conhecimentos sobre o planeta anão poderão fornecer instrumentos para se compreender a história e a evolução do Sistema Solar exterior. "A sonda irá coletar dados que permitirão conhecer o planeta com detalhes jamais obtidos. Há quem entenda que o conhecimento de fato de Plutão começara com as informações da New Horizons. Corpos a grandes distâncias do Sol são considerados ‘fósseis', relativamente inalterados, da formação do Sistema Solar. Informações sobre esses corpos, portanto, fornecem material para se entender a história e a evolução do Sistema Solar exterior", ressalta.
Tecnologia
A New Horizons viaja pelo espaço a uma velocidade de aproximadamente 15 km/s. É considerada a nave mais rápida da história. Em apenas nove horas de viagem passou pela Lua. Para voar da cidade de São Paulo ao Rio de Janeiro a sonda levaria apenas 20 segundos. "A New Horizons sobrevoará a 12,5 mil km sobre Plutão a uma velocidade aproximada de 14 km/s. Trata-se de um sobrevoo, a sonda apenas passará pelo planeta e coletará dados, não irá orbitá-lo", afirma Camargo.
Desde 2006, quando a sonda deixou o planeta Terra, foram feitos registros de imagens revelando detalhes de Saturno, Netuno e Plutão. Neste domingo (12), a Nasa revelou novas imagens do planeta anão feitas pela New Horizons, a uma distância de mais de 1,6 milhão de km. Para chegar à Terra, os dados obtidos em Plutão viajam por 4,5 horas.
Brasil e EUA
Em agenda oficial de compromissos de cooperação bilateral no início do mês, a presidenta Dilma Rousseff assinou 22 acordos entre o Brasil e os Estados Unidos. Desse total, sete contemplam área de ciência, tecnologia e inovação (CT&I). Um deles, assinado pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo, e pelo diretor do Escritório de Política de Ciência e Tecnologia dos EUA (OSTP, na sigla em inglês), John Holdren, é o Plano de Ação 2015-2017 definido pela Comissão Mista Brasil-Estados Unidos de Cooperação Científica e Tecnológica (Comista).
A área aeroespacial também foi beneficiada com os acordos. A Agência Espacial Brasileira (AEB/MCTI) e a National Aeronautics and Space Administration (Nasa) assinaram acordos para ampliar os estudos sobre o clima espacial e global e os da área de heliofísica, ciência que estuda o Sol.
Veja abaixo algumas características de Plutão (valores aproximados).
Diâmetro: 2.380 km
Satélites conhecidos: Caronte (o maior deles), Nix, Hydra, Kerberos, Styx
Período de rotação: 6,5 dias terrestres
Período orbital: 248 anos terrestres
Massa: 0.002 massas terrestres
Temperatura: -236º C
Atmosfera: Nitrogênio (predominante) e metano
Pressão atmosférica: 11 micro-bar (cerca de 100.000 vezes mais leve que a atmosfera terrestre)
Fonte: MCTI


quinta-feira, 11 de junho de 2015

Olhe para o céu

Acesse o site do Planetário do Rio de Janeiro e participe do concurso.


http://www.planetariodorio.com.br/index.php/gestao/editais-e-licitacoes/item/5824-bem-vindo-ao-concurso-olhe-para-o-ceu-2015