segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Phineas e Ferb - No Espaço Sideral - Para Crianças Espertas.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Satélites - Jornal da Ciência



JC e-mail 4876, de 16 de dezembro de 2013
6. A Era dos Pequenos, Micros e Nano Satélites (4)
Artigo de José Monserrat Filho publicado no site da Agência Espacial Brasileira. O texto é o quarto de uma série sobre o tema


Como são regulados os pequenos satélites (micros, nano, cube, pico etc.)? Qual é sua definição legal? Ainda não há respostas a essas perguntas. Talvez elas venham a existir quando os pequenos satélites começarem a gerar problemas e riscos específicos. Mas, por enquanto, não há distinção jurídica entre satélites pequenos ou grandes, pelo menos no nível mundial. Todos são objetos espaciais, segundo a legislação internacional vigente. Só que ainda não há, no Direito Espacial Internacional, uma definição amplamente reconhecida de "objeto espacial".

Existe apenas a referência idêntica feita nos artigos 1º da Convenção sobre Responsabilidade Internacional por Danos Causados por Objetos Espaciais, de 1972, e da Convenção Relativa ao Registro de Objetos Lançados ao Espaço Cósmico, de 1975 (das quais o Brasil é parte). Diz essa referência: "O termo 'objeto espacial' inclui as peças componentes de um objeto espacial e também seu veículo lançador e respectivas peças."¹

Essa definição "não é clara nem satisfatória", criticou Isabella Diederiks-Verschoor². A rigor, não estamos diante de uma definição, embora seja correto dizer que de um objeto espacial fazem parte seus componentes, bem como seu veículo lançador e as peças desse veículo. Hoje se admite tranquilamente que um detrito (lixo) espacial feito por seres humanos é um objeto espacial, mas é preciso pôr isso no papel e assinar em baixo. Há que esclarecer o que se entende legalmente por "objeto espacial". Essa é uma das grandes lacunas do Direito Espacial Internacional - lacuna que tem a mesma idade da Era Espacial, inaugurada pelo Sputnik-1, em 1957, ou seja, 56 anos.

A propósito, para se ter uma ideia mais concreta do problema, vale perguntar: uma estação espacial é um objeto espacial ou um conjunto de objetos espaciais?

Para Bin Cheng, o termo cobre todo tipo de objeto - "satélites, espaçonaves, veículos espaciais, equipamentos, estruturas, estações, instalações e outras construções, inclusive seus componentes, bem como seus veículos lançadores e respectivas partes"3. Quer dizer, tamanho não é documento.

Propostas de definição de "objeto espacial" há muitas - Em 1988, H. A Baker escreveu, por exemplo: "'Objeto espacial' 1) significa (a) qualquer objeto (i) destinado a ser lançado, que esteja ou não em órbita, ou além; (ii) lançado, que esteja ou não em órbita, ou além; ou (iii) qualquer objeto usado instrumentalmente como meio para lançar qualquer objeto definido no item 1(a); e 2) e inclui (a) qualquer parte oriunda do objeto espacial ou (b) qualquer objeto a bordo do qual se desprenda, seja ejetado, emitida, lançado ou jogado fora, intencionalmente ou não, desde o momento da ignição dos propulsores do primeiro estágio."4 É complicado, mas com um pequeno esforço, dá para entender.

Por sua vez, o Núcleo de Estudos de Direito Espacial (NEDE), da Associação Brasileira de Direito Aeronáutico e Espacial (SBDA), tem trabalhado com o conceito de objeto espacial como "artefato, no todo ou em parte, lançado ou a ser lançado para realizar atividades espaciais, bem como seu veículo lançador e partes componentes, seja qual for o resultado do lançamento e sendo ou não controlado por seu operador".

Assim, o tamanho, o peso e a missão dos pequenos satélites não importam. Eles são regidos, tal qual os grandes satélites, pelo atual sistema jurídico que regula o espaço exterior e as atividades nele exercidas por entidades governamentais e não-governamentais e organizações intergovernamentais. O sistema é incompleto e carente de atualização, mas é o que temos hoje e deve ser respeitado, dentro do compromisso e do espírito de fortalecer o Estado de Direito, sem o qual a situação pode tornar-se ainda mais prejudicial para a paz e a cooperação entre todos os países, grandes e pequenos.

E as resoluções da Assembleia Geral da ONU? - Elas também são consideradas parte do dito sistema, embora não com a mesma força dos tratados. Entre as resoluções, declarações, princípios e diretrizes sobre questões espaciais aprovadas pela Assembleia Geral das Nações Unidas, estão: os Princípios Reguladores do Uso pelos Estados de Satélites Artificiais para Transmissão Direta Internacional de Televisão, de 1982; os Princípios sobre Sensoriamento Remoto, de 1986os Princípios Relativos ao Uso de Fontes de Energia Nuclear no Espaço Exterior, de 1992; a Declaração sobre a Cooperação Internacional na Exploração e Uso do Espaço Exterior em Benefício e no Interesse de todos os Estados, Levando em Especial Consideração as Necessidades dos Países em Desenvolvimento, de 1996; a Aplicação do Conceito de Estado de Lançamento, de 2004; a Plataforma das Nacões Unidas de Informações Obtidas a partir do Espaço Exterior para a Gestão de Desastres Naturais e a Resposta de Emergência, de 2006.

Também aqui se fala em objetos espaciais e satélites, mas sem diferenciá-los do ponto de vista jurídico.

Com base em tal sistema de princípios, normas e resoluções, obrigatórios ou apenas recomendativos, pode-se afirmar que "todos os direitos e obrigações internacionais dos Estados relativos aos grandes satélites são igualmente relevantes para a conduta das atividades espaciais que utilizam pequenos satélites", como salienta Ram S. Jakhu, professor do Instituto de Direito Aeronáutico e Espacial da Universidade McGill, que tem sede em Montreal, Canadá.5

Mas essa situação permanecerá assim para sempre? O que se pode esperar de uma futura legislação sobre os pequenos, micros e mini satélites? Seu uso poderá ser restringido de alguma forma?

São os desafios que enfrentaremos em próximo artigo. Até lá.

José Monserrat Filho é chefe da Assessoria de Cooperação Internacional da AEB, vice-presidente da Associação Brasileira de Direito Aeronáutico e Espacial, e diretor honorário do Instituto Internacional de Direito Espacial, membro pleno da Academia Internacional de Astronáutica

            Notas e referências:
            1) Ver textos das convenções em <www.sbda.org.br>. Ver também o livro Direito Espacial Contemporâneo - Responsabilidade Internacional, de Olavo de Oliveira Bittencourt Neto, publicado pela Ed. Juruá, em 2011. Ver ainda Cologne Commentary on Space Law, Volume II, Hobe, Schmidt-Tedd, Schogl (ed); Cologne, Germany: Carl Heymanns Verlag, 2013, pp. 114-115.
            2) Diederiks-Verschoor, I. H. Ph, An Introduction to Space Law, Kluwer Law International, 1999, p. 47.
            3) Bin Cheng, Studies on International Space Law, Clarendon Press, USA, Oxford, p. 464.
            4) Baker, H. A, Liability for Damage Caused in Outer Space by Space Refuse, 12 Ann. Air & Space L. 183 at 192, 1988, citado por Bruce A. Hurwitz in Space Liability for Outer Space Activities, Martinus Nijhoff Publichers, 1992, p. 26.
            5) Jakhu, Ram S., Pelton, Joseph N., Small Satellites and Their Regulation, SpringerBriefs in Space Development and International Space University (ISU), 2013.


terça-feira, 10 de dezembro de 2013

X Jornada Espacial

JC e-mail 4872, de 10 de dezembro de 2013

24. Estudantes vivenciam aula de ciências espaciais em encontro cientifico
Evento terá palestras com especialistas na área, entre eles o primeiro astronauta brasileiro, Marcos Pontes


Alunos e professores de diversos estados brasileiros vão ter uma grande aula de ciência durante a Jornada Espacial que vai acontecer na cidade de Natal, no Rio Grande do Norte. Ao todo, serão 76 participantes. O evento, que já se encontra na sua décima edição, vai acontecer entre os dias 9 e 13 de dezembro. Os estudantes terão palestras com especialistas na área, inclusive com o primeiro astronauta brasileiro, Marcos Pontes.

Os jovens foram selecionados de acordo com o desempenho nas questões de Astronáutica da prova da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) desse ano. Foram cerca de 800 mil participantes de quase 9 mil escolas públicas e particulares de todo o país.

Um dos compromissos durante a Jornada Espacial será a visitação ao Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI) que foi fundado pela Força Aérea Brasileira (FAB). Os alunos também vão participar de oficinas didáticas e vão aprender sobre astronomia, foguetes, satélites e suas aplicações. Durante a programação, vão saber como interpretar imagens de satélites e a construir e lançar foguetes de garrafas PET.

Dentre os palestrantes, estarão pesquisadores, engenheiros e astrônomos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e da Agência Espacial Brasileira (AEB), além do coordenador da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), Dr. João Batista Garcia Canalle.

De acordo com José Bezerra Pessoa Filho, engenheiro aeroespacial do IAE, a jornada vai permitir mostrar aos representantes de várias esferas da sociedade brasileira, o esforço que vem sendo feito no setor aeroespacial: "Muitas pessoas não sabem que o Brasil possui vasto conhecimento nesse segmento e que pretende alavancar, ainda mais, o desenvolvimento científico tecnológico", enfatiza.

- Em anos anteriores, vimos que os jovens ficam maravilhados com o que veem. Temos casos de formandos da primeira turma de engenharia espacial do ITA que, após participarem da Jornada Espacial, fizeram sua opção profissional. E os professores que acompanham os estudantes também vivem uma experiência única, uma vez que fazem uso do conhecimento obtido para enriquecerem o conteúdo de suas aulas e assim motivarem, ainda mais, seus alunos a desbravarem novos caminhos - reforça Bezerra.

Fonte: Jornal da Ciência

CBERS Satélite Sino Brasileiro

Direto do Jornal da Ciência

JC e-mail 4871, de 09 de dezembro de 2013
2. Satélite CBERS-3 retorna à Terra, diz governo brasileiro
Em parceria com o governo chinês, o equipamento foi lançado na madrugada de segunda-feira, mas houve falha no funcionamento do veículo lançado durante o voo


Após lançamento exitoso, cientistas do Brasil e da China não conseguiram estabelecer comunicação com o satélite Cbers-3, lançado na madrugada desta segunda-feira da base chinesa de Taiyuan, a 760 quilômetros de Pequim. Segundo informações do Ministério da Ciência, Tecnologia e Aviação, houve uma falha de funcionamento do veículo lançador durante o voo e, consequentemente, o satélite não foi posicionado em órbita. De acordo com a nota, "avaliações preliminares sugerem que o CBERS 3 tenha retornado ao planeta".

Engenheiros chineses responsáveis pela construção do veículo lançador estão avaliando as causas do problema e o possível ponto de queda. Os dados obtidos mostram que os subsistemas do CBERS 3 funcionaram normalmente durante a tentativa de sua colocação em órbita.

Brasil e China vão discutir como antecipar montagem e lançamento do CBERS 4. O programa Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (CBERS, na sigla em inglês) gera imagens da superfície do território brasileiro, e entre suas funções, estão zoneamento agrícola, monitoramento de desastres naturais e acompanhamento de alterações da cobertura vegetal, principalmente na Amazônia.

Satélite custou R$ 160 milhões
O CBERS 3 seria o quarto satélite do programa a entrar em órbita. Os três satélites anteriores operaram adequadamente. Este novo satélite custou R$ 160 milhões ao governo brasileiro.

De acordo com José Carlos Neves Epiphanio, coordenador de aplicações do Programa Cbers, uma equipe de funcionários do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) acompanhou o lançamento de São José dos Campos (SP) até 3h, informou o G1.

Ele disse que o foguete Longa Marcha 4B, veículo lançador de satélites, decolou normalmente e todos os estágios para liberação do equipamento na órbita tinham funcionado, incluindo o mais crítico, que é a abertura dos painéis solares - essencial para manter a bateria do Cbers-3 carregada.

Mas, durante a passagem do satélite pela Antártica, Epiphanio disse que o equipamento "aparentemente" apresentou problemas de altitude, deixando em alerta as equipes que acompanhavam o satélite de recursos terrestres no Brasil e na China, que tentaram rastreá-lo.

Segundo o G1, a unidade do Inpe de Cuiabá (MT), responsável por receber todos os dados do Cbers, tentou detectar alguma "anomalia", termo utilizado pelos pesquisadores para definir possível perda do equipamento ou o extravio da órbita, mas não conseguiram se comunicar com o satélite.

Quando o satélite passou pela China, os cientistas da Academia Chinesa de Tecnologia Espacial (Cast, na sigla em inglês) também não leram quaisquer sinais do Cbers-3.

Programa espacial começou em 1988
O programa CBERS começou em 1988 por Brasil e China para o desenvolvimento conjunto de satélites de observação da Terra. As imagens do CBERS são distribuídas gratuitamente a qualquer usuário pela internet. O Inpe distribui cerca de 700 imagens por dia para centenas de instituições ligadas a meio ambiente.

O satélite CBERS-3 representa uma evolução em relação aos anteriores, segundo o Inpe. Neste satélite, a participação brasileira amplia-se para 50%; até então, cabia ao Brasil 30%, elevando o país à condição de igualdade com o parceiro.


(O Globo)


Outras matérias sobre o lançamento de hoje:

Zero Hora
Lançamento fracassa e satélite brasileiro em parceria com a China não entra em órbita

Folha online
Fracassa lançamento de satélite brasileiro em parceria com a China

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

domingo, 3 de novembro de 2013

Laika




www.zenite.nu?laika

1ª parte (de 2)
JOSÉ R. V. COSTA
e RUI C. BARBOSA

O Universo é tudo para nós
Quando a notícia do épico voo do Sputnik 1 foi transmitida ao líder soviético Nikita Khrushchov, ele não compreendeu imediatamente a amplitude do feito histórico que acabara de ocorrer.

Somente mais tarde, quando as “ondas de choque” varreram todo o planeta, ele então maravilhou-se com a visão do ponto luminoso que percorria o campo de estrelas no céu noturno. Foi assim que as vitórias políticas e os efeitos de propaganda ficaram evidentes aos olhos da elite dirigente dos sovietes.

Além do marco tecnológico que representava o primeiro satélite artificial da Terra, o Sputnik 1 serviu-lhes para demonstrar a “superioridade” do sistema político comunista sobre o mundo capitalista ocidental. E mais uma evidência disso viria algumas semanas mais tarde, com um fato que ficaria para sempre na memória da humanidade.
"Houve uma hipótese de lançar Laika — e lançamos! Faltou-nos uma análise consciente do que estávamos fazendo."

Oleg Gazenko, chefe da equipe médica que preparou Laika para o seu vôo. Julho de 1998.
Cão a bordo
LOGO APÓS O PRIMEIRO SPUTNIK, Khrushchov conversou com o projetista chefe Sergei Korolev e pediu-lhe algo espetacular para comemorar o 40º aniversário da Revolução Bolchevique (como é conhecida a segunda fase da Revolução Russa de 1917). Korolev prometeu-lhe colocar em órbita um satélite com um cão a bordo.

Os engenheiros e técnicos soviéticos tinham pouco mais de um mês para criar o Sputnik 2 e tiveram que regressar aos seus postos de trabalho, pois encontravam-se de férias após o sucesso do primeiro Sputnik. Os vôos experimentais transportando animais a bordo já haviam sido iniciados no princípio da década de 50, e a experiência dos cientistas soviéticos foi aproveitada ao máximo para construir o novo satélite.
Sputnik 2
FOI UTILIZADO UM CONTENTOR BIOLÓGICO destinado a uma missão a ser lançada pelo míssil R 2A, que dessa forma serviu de base para o Sputnik 2, nessa época chamado simplesmente “satélite simples nº 2” (ou PS 2).

A construção do PS 2 começou em 10 de outubro de 1957, apenas seis dias após o lançamento do Sputnik 1.

Basicamente o satélite era um pequeno contêiner cilíndrico com capacidade para um único cão, incluindo também os sistemas de suporte à vida e instrumentação para verificar os sinais vitais do animal e o estado da atmosfera interior da cápsula.

O sistema de suporte à vida era basicamente um dispositivo automático de regeneração que funcionava com componentes químicos, absorvendo o dióxido de carbono e o excesso de vapor de água.

No topo da seção cilíndrica do satélite encontrava-se um módulo esférico semelhante ao primeiro Sputnik, e que acomodava os sistemas de rádio-telemetria, térmicos e fontes de energia.

O Sputnik 2 transportava também alguns instrumentos científicos para o estudo da radiação solar nas regiões UV e raios X, instalados no exterior do satélite.

O peso total ultrapassava os 508 kg e os engenheiros desenharam o Sputnik 2 de modo que ele permanecesse acoplado ao último estágio do veículo lançador, quando em órbita, permitindo assim que o satélite utilizasse o mesmo sistema de telemetria de seu foguete.
Astronauta de rua
O SPUTNIK 2 NÃO POSSUÍA A CAPACIDADE de regressar à Terra, pois na época ainda não se tinha desenvolvido a tecnologia necessária para tal. Os técnicos previam “adormecer” o cão com uma injeção letal automática antes que o oxigênio a bordo da cápsula se esgotasse.
O foguete na plataforma de lançamento em Baikonur, momentos antes da retirada das estruturas de serviço.
A escolha de Laika foi feita a partir de um grupo de dez cães treinados no Instituto de Medicina da Força Aérea para participar em vôos na alta atmosfera. Oleg Gazenko era o principal cientista do projeto e treinador de animais.

Laika havia sido recrutada por ele das ruas de Moscou, onde vagava livremente, sem dono, antes de se tornar a primeira viajante espacial da Terra.

Do grupo inicial foram selecionadas três cadelinhas: Albina, Laika e Mukha. Laika foi escolhida por sua índole tranqüila e paciente. Sua suplente era Albina, que já havia participado com sucesso de dois vôos de pesquisa em alta atmosfera.
Laika pouco antes de ser colocada no compartimento biológico do Sputnik 2.
Laika e os outros dois animais foram submetidos a um intenso programa de treinos. Sensores foram colocados nas costelas e sobre a pele para registarem o ritmo respiratório, sendo uma parte da artéria carótida colocada sobre a pele para registrar o ritmo cardíaco.

O lançamento do Sputnik 2 e sua passageira aconteceu no dia 3 de novembro de 1957, a partir da plataforma LC1-5 do Cosmódromo de Baikonur, na Rússia, às 02h30min UTC (23h30min de 2 de novembro no Brasil).

Ninguém antes havia experimentado a sensação de subir ao espaço a bordo de um foguete. A pulsação cardíaca de Laika triplicou durante o lançamento, mas todos os sinais vitais até então eram normais.

Tal como previsto, O Sputnik 2 foi colocado numa órbita com um apogeu de 1.671 km,perigeu de 225 km e inclinação orbital de 65,3º em relação ao equador terrestre. O satélite, com massa total de 6.500 kg, permaneceu acoplado ao último estágio de seu lançador. Mas alguma coisa estava errada.
Opções  

Total Solar Eclipse Nov 3 2013 - Kenya

http://www.youtube.com/v/XdX7k6t2nXI?version=3&autohide=1&autohide=1&feature=share&autoplay=1&attribution_tag=ykCAYs56OV7ATa47HgK6fg&showinfo=1

Eclipse Solar


Link - Eclipse Solar

http://noticias.seuhistory.com/fique-atento-domingo-sera-marcado-por-belo-eclipse-solar

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

FOX - Trailer Oficial da Série Cosmos com Neil deGrasse Tyson

http://www.youtube.com/v/dBkMs_G6fGw?version=3&autohide=1&feature=share&autoplay=1&autohide=1&attribution_tag=4VWKNs_sRL_uULHIf7e5Pg&showinfo=1

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Sete planetas

Descoberto sistema com sete planetas

Com informações da BBC - 28/10/2013
Descoberto sistema com sete planetas
É assim que os astrônomos "enxergam" os exoplanetas, medindo a variação da luz recebida de sua estrela quando o planeta passa à sua frente, ou seja, quando ele fica entre a estrela e a Terra.[Imagem: Deeg et al./Nature]
Caçadores de planetas
Astrônomos descobriram um raro sistema planetário com um número de planetas que se assemelha ao do Sistema Solar.
Duas equipes diferentes de pesquisadores apontaram para a recente descoberta de um sétimo planeta ao redor da estrela anã KIC 11442793.
O sistema tem similaridades com o nosso sistema solar - que tem oito planetas -, mas todos os seus sete planetas orbitam muito mais próximos de sua estrela, que está localizada a cerca de 2.500 anos-luz da Terra.
Uma das identificações foi feita por voluntários usando o site Planet Hunters. O site foi criado para permitir que voluntários tivessem acesso a dados públicos enviados pelo telescópio espacial Kepler da Nasa, que foi lançado para procurar os chamados exoplanetas - planetas que orbitam estrelas distantes.
O telescópio Kepler usa o método de "trânsito" para descobrir novos planetas, o que significa procurar pelas curvas de luz deixadas por um planeta quando este passa em frente à sua estrela hospedeira.
Mas a grande quantidade de dados existentes não permite que os cientistas examinem cada curva de luz, e por isso eles desenvolveram programas de computador para procurar a assinatura de um trânsito planetário.
"Este é o primeiro sistema de sete planetas registrado pelo Kepler. Nós acreditamos que a identificação é segura," disse Chris Lintott, da Universidade de Oxford, coautor do artigo do Planet Hunters, que submeteu sua pesquisa ao Astronomical Journal para ser revisada.
Outra equipe de astrônomos de vários países europeus submeteu um segundo estudo registrando sua descoberta do sétimo planeta a outra publicação científica, o Astrophysical Jounal.
Órbita lotada
Todos os sete planetas estão bem mais próximo de sua estrela mãe em uma comparação com as distâncias dos planetas do Sistema Solar. Na verdade, todos caberiam dentro da distância entra a Terra e o Sol - mostrando um espaço bastante "lotado".
"Esta é uma das razões pelas quais eles são fáceis de ver, porque quanto mais perto eles estão de seu sol, mais frequentemente ele giram ao seu redor", disse Simpson.
O novo planeta é o quinto mais distante de sua estrela mãe, e leva quase 125 dias para completar uma órbita.
Com um raio 2,8 vezes maior que o da Terra, ele faz parte de um grupo que inclui dois planetas com praticamente o mesmo porte da Terra, três "super-Terras" e dois corpos maiores.
Acredita-se que outra estrela, a HD 10180, tenha entre sete e nove planetas. Outra estrela mais distante, chamada GJ 887C também pode ter uma família de sete planetas.
Fonte: www.inovacaotecnologica.com.br

terça-feira, 15 de outubro de 2013

China no espaço - Direto do Jornal da Ciência

JC e-mail 4834, de 15 de outubro de 2013
15. China mantém sonho espacial, 10 anos após missão do primeiro "taikonauta"
O rápido desenvolvimento do programa espacial chinês contrasta profundamente com o dos Estados Unidos, que lançou seu último foguete espacial em 2011


Dez anos depois de ter enviado o primeiro astronauta ('taikonauta' em chinês) ao espaço, a China mantém seu ambicioso programa espacial, que rende ao país prestígio militar e econômico, enquanto a concorrente americana, Nasa, está paralisada por causa da crise orçamentária.

Em 15 de outubro de 2003, o astronauta Yang Liwei orbitou 14 vezes a Terra a bordo de uma nave Shenzhou 5 em 21 horas, abrindo o caminho da China para a exploração do cosmos.

Mais de 40 anos depois do voo histórico do soviético Yuri Gagarin, esta façanha fez da China o terceiro país, depois de URSS e Estados Unidos, capaz de fazer um voo espacial tripulado.

Desde então, o país enviou dez astronautas - oito homens e duas mulheres - ao espaço em cinco missões, assim como um módulo espacial colocado na órbita da Terra, o Tiangong-1. O regime, que financia este programa supervisionado pelo Exército investindo bilhões de dólares, considera que se trata de um sinal importante do novo estatuto internacional do país, de seu domínio tecnológico e também da capacidade do Partido Comunista de modificar o destino de uma nação outrora castigada pela pobreza.

Suas ambições terminarão no dia em que um chinês pisar na superfície da Lua, antecedido até o fim deste ano pelo pouso na Lua de um veículo automatizado de exploração. Uma quarta instalação de lançamento será inaugurada em dois anos, e está em construção uma estação espacial que será posta em órbita ao redor da Terra, a Tiangong-3.

Na mesma época, a Estação Espacial Internacional, desenvolvida por Estados Unidos, Europa, Rússia, Japão e Canadá, será abandonada depois de 20 anos de serviços. Essa coincidência simbólica pode refletir também o deslocamento dos centros de poder no mundo na próxima década.

O rápido desenvolvimento do programa espacial chinês contrasta profundamente com o dos Estados Unidos, que lançou seu último foguete espacial em 2011 e cujos projetos de futuro são, por enquanto, vagos.

Na semana passada, os organizadores de uma conferência da Nasa anunciaram que os funcionários não tinham mais acesso às suas mensagens eletrônicas, devido à crise orçamentária que afeta o governo americano.

Grande parte da tecnologia usada na exploração espacial tem repercussões militares, segundo especialistas. Mas a China também obteve outros benefícios, menos visíveis.

- Na Ásia, a China é considerada a líder regional da área espacial, o que rende ao país um verdadeiro prestígio militar e econômico - afirmou Joan Johnson-Freese, encarregada de assuntos de segurança no Colégio de Guerra da Marinha em Newport, e especialista em atividades espaciais chinesas.

A China ainda está longe das conquistas de Estados Unidos e da ex-União Soviética - embora tenha aprendido com os dois - e faltam anos para o lançamento de sua estação espacial.

Enquanto isso, Yang Liwei, general e vice-diretor da Agência Chinesa encarregada de programas tripulados, atualmente recebe solicitações de países em vias de desenvolvimento que querem enviar astronautas à órbita do planeta.

- Gostaríamos de treinar astronautas de outros países e organizações que têm esta demanda e adoraríamos realizar missões para astronautas estrangeiros - declarou, em setembro, durante um seminário em Pequim organizado pela ONU e pela China sobre tecnologia espacial.

O Paquistão já indicou que quer estar entre os primeiros. O programa espacial chinês, previsto para os próximos 30 anos, se baseia em "uma vontade política que não tem que responder a um eleitorado para perdurar, algo que, evidentemente é muito mais difícil para as democracias", afirmou Johnson-Freese.

(Zero Hora com informações da AFP)

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Direto do Jornal da Ciência

 

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Direito das atividades espaciais - Jornal da Ciência

 

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Nova lua em Netuno

Nova lua de Netuno é descoberta em arquivo do Hubble

Redação do Site Inovação Tecnológica - 16/07/2013
Nova lua de Netuno é descoberta em arquivo do Hubble
A lua S/2004 N 1 segue uma órbita circular, completando uma volta em torno de Netuno a cada 23 horas. [Imagem: NASA/ESA/A. Feild(STScI)]
Muitos luares
Escarafunchando o arquivo de imagens coletadas pelo telescópio espacial Hubble, Mark Showalter, do Instituto SETI, conhecido por procurar vida extraterrestre, descobriu a 14ª lua de Netuno.
A lua é pequena, a menor de Netuno até agora, devendo ter algo próximo aos 20 quilômetros de diâmetro.
Talvez isso explique porque ela tenha escapado até hoje dos olhares curiosos dos astrônomos, e até mesmo da sonda espacial Voyager 2, que sobrevoou Netuno em 1989, observando todo o seu sistema de luas e anéis.
Ela é tão pequena e brilha tão pouco que sua luz é cerca de 100 milhões de vezes mais fraca do que a estrela mais fraca que pode ser vista a olho nu.
Temporariamente, a nova lua está sendo chamada de S/2004 N 1.
Arquivo vivo
A descoberta da nova lua de Netuno envolveu acompanhar o movimento de um ponto branco que aparece repetidas vezes em mais de 150 fotografias de Netuno guardadas no arquivo do Hubble - as fotos foram tiradas de 2004 a 2009.
Por um capricho, Mark Showalter deu uma olhada muito além dos segmentos de anel que ele estava estudando e notou um ponto branco a cerca de 105.000 quilômetros de Netuno, localizado entre as órbitas das luas Larissa e Proteus.
Rastreando esse ponto nas diversas imagens, Showalter descobriu que ele segue uma órbita circular, completando uma volta em torno de Netuno a cada 23 horas.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Jornal da Ciência - Planetas semelhantes à Terra